segunda-feira, 16 de março de 2009

Porto

Amar largar
Sim não
Ser ou não ser
Eis a questão

Magia de ser único
Ser maior que mim mesmo e não saber
Amargura de ser um punico a lutar para se defender
O que me amarga também é saber que não sou o único
O único punico que luta para sobreviver

Porto destruído que mais ninguém irá ver
Porto colossal a desaparecer
Não, não sou eu o porto a colapsar
Nem vou ser eu a desaparecer

Poetra

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

título

Rei e rainha, que grande titulo ah!
Mas o quem é que nós consideramos Reis e rainhas?
São os que usam coroa e diadema, não?
Se são a esses que aplicam tal titulo?
Mal o fazem pois mais Reis e rainhas são aqueles que lutam contra aqueles que os oprimem às vezes a vida toda e vencem usando a sua força interior não utilizando a força bruta, os títulos e a sua coroa para oprimir os que lutam contra a opressão.

poetra

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Sol nasce igual para todos

O Sol nasce igual para todos!
como uma flor que nasce
que nasce livre
tal como o sol nasce livre para todos

O Sol nasce igual para todos !
como uma águia que voa aleguer
que voa alegremente
tal como o sol que nos alegre livremente

O Sol nasce igual para todos !
tanto alegra e alumia coisa branca
como alegra coisa preta
por isso digo:

O Sol nasce igual para todos !!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A idade dos porqês


Mãe porque é que as abelhas voam?
Porque é que os pássaros cantam?
Porque é que as sirenes soam?
Porque é que as pessoas andam?

Acalma-te meu filho
Um dia descobrirás
Porque as abelhas voam e os pássaros cantam
Porque as sirenes soam e as pessoas andam.

Ó mãe
Eu não quero deixar para depois
Eu quero aprender mais
Só isso nada mais.

poetra

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Maria Alberta Ruvisco Garcia Menéres



Biografia

Maria Alberta Meneres, de seu nome completo Maria Alberta Rovisco Garcia Meneres de Melo e Castro nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1930.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora do ensino secundário e colaborou em diversas publicações nomeadamente Távola Redonda, Diário de Notícias, Cadernos do Meio-Dia e Diário Popular, tendo neste último sido responsável, durante dois anos, pela secção Iniciação Literária.
A sua primeira obra data de 1952 e intitula-se Intervalo, tendo sido premiada, em 1960, com o seu livro Água-Memória, no Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi.
Maria Alberta Meneres tem dedicado grande parte da sua obra à literatura infantil e juvenil e produziu nesta área programas de televisão, sendo em 1975 sido nomeada chefe do departamento de programas infantis e juvenis da RTP.
Ao longo da sua carreira tem recebido inúmeros prémios nomeadamente o Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1981. Em colaboração com Ernesto de Melo e Castro, organizou, em 1979, uma Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Helen, A menina do silêncio e da noite

Helen, a menina do silêncio e da noite
Esta é uma história verdadeira.
Há cem anos, na América, nascia uma menina loira. O pai e a mãe estavam muito felizes.
Chamaram-lhe Helen Keller. Helen é um bonito nome.
Por volta dos dezoito meses, Helen adoeceu. E, quando ficou boa, os pais aperceberam-se de que ela já não via nem ouvia nada. Tinha-se tornado cega e surda.
Entretanto, crescia, brincava, comia e corria, como as outras crianças; só que não se lhe podia explicar, dizer ou mostrar nada.
Nós que vemos, sabemos que o céu é azul, vemos o sorriso da Mamã e do Papá, vemos os animais e tudo o que se passa em nossa casa, lá fora, na rua, nos campos e por todo o lado.
Helen não via nada.
Nós que ouvimos, ouvimos a voz dos nossos pais, ouvimos baterem à porta, ouvimos o ruído dos carros e ouvimos música.
Helen não ouvia nada.
Em todo o lado, ouvimos sempre qualquer coisa, mesmo à noite, quando dormimos.
Quando se é surdo, não se compreende o que dizem as pessoas, por que é que se riem, por que se zangam, por que falam.
Não podemos repetir as palavras, para aprender o nome das coisas.
Não podemos falar para perguntarmos o que queremos.
E, sobretudo, não temos palavras para pensar.
Os que são apenas cegos têm ouvidos para ouvir e perceber o que se passa à sua volta.
Os que são apenas surdos, têm olhos para ver e compreender o que se passa ao seu redor.
Mas ser ao mesmo tempo surdo e cego, é terrível! É como se estivéssemos sempre sós no silêncio e na noite.
Helen estava assim, completamente só no silêncio e na noite.
Os pais não sabiam o que fazer para lhe explicar as coisas. Muitas vezes Helen enfurecia-se e partia tudo o que encontrava, rasgava as roupas, comia com as mãos e atirava o prato ao chão; batia na irmã mais nova e gritava.
Então os pais choravam porque não sabiam o que fazer para lhe ensinar o que ela não sabia, e para lhe fazer compreender que a amavam muito.
Helen estava muito triste. Muitas vezes, ficava sentada no chão e chorava o dia inteiro. Helen estava só no silêncio e na noite e sentia-se muito infeliz.
Os pais deixavam-lhe fazer tudo o que ela queria. Nunca a castigavam, e Helen era ainda mais infeliz.
Quando fez sete anos, os pais tiveram uma boa ideia: pediram a uma professora para vir morar com eles. Chamava-se Ann Sullivan e tinha dezoito anos. Já tinha sido cega, mas fora operada e agora via.
Estava decidida a ajudar crianças cegas.
Conhecia muitos jogos para cegos. Mas Helen era cega e surda, e Ann não sabia se conseguiria vir a "falar" com Helen.
A princípio, Helen era muito mazinha com a sua professora e não queria aprender nada. Não gostava de ser mandada porque estava habituada a fazer tudo o que queria.
Mas Ann era muito paciente. Ensinou-lhe muitas coisas: enfiar pérolas, tricotar e coser. Separar os objectos redondos dos quadrados, e os duros dos moles. E, pouco a pouco, Helen tornou- -se gentil e asseada. Não se podia servir dos olhos nem dos ouvidos, mas tentava compreender muitas coisas com as mãos. E foi com as suas mãos que Helen aprendeu a falar.
Um dia, Ann, tocando-lhe nas mãos, fe-la compreender, enfim, que lhe ensinava, deste modo, o nome das coisas. Percebeu, assim, que tudo tinha um nome: as coisas, os animais, as pessoas.
Aprendeu o seu nome, "Helen", e "Papá" e "Mamã" e "Professora". E quando Helen tocava com as suas mãos nas do pai, dizendo Papá, ele chorava de alegria. Era formidável.
Então, Helen aprendeu a ler seguindo com os dedos as letras para os cegos. E, mais tarde, conseguiu falar com a sua voz; mas era muito difícil, porque não ouvia o que dizia.

Helen era muito inteligente e aprendia depressa. Queria saber tudo. Foi à escola com Ann, que a acompanhava para todo o lado e lhe dizia, com as mãos, tudo o que diziam as professoras. E Helen fazia os trabalhos de casa na sua máquina de escrever. Tornou-se tão inteligente que passou num exame difícil em que nenhuma rapariga do seu país tinha conseguido passar.
Helen tornou-se célebre e todos queriam conhecê-la.
Viajou muito. Foi a todos os países explicar às pessoas que era preciso ocuparem-se das crianças surdas e cegas, porque elas também podiam compreender, aprender como ela, e serem felizes.
Helen sabia que tinha tido muita sorte: tinha uns pais que a amavam, e que haviam podido pagar uma professora só para ela. E, sobretudo, tinha Ann, que era muito inteligente e paciente.
Helen gostaria que todas as crianças cegas e surdas fossem ajudadas e amadas como ela foi.
Agora, graças a Helen Keller e a Ann Sullivan, sabemos ocupar-nos melhor de crianças que não vêem e que não ouvem.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Agitado

Este mundo,
Tão agitado
Neste espaço sossegado
Neste universo tão calado

O homem chegou a Lua
De logo a fez sua
Neste espaço sossegado
Neste universo tão calado

O Homem voltou à terra
Veio de lá muito agitado
Neste espaço sossegado
Neste universo tão calado

De logo muitas expedições se seguiram
Despostos a por fim
A esse espaço sossegado
Desse universo tão calado


De tantas vezes que lá voltaram
A esse universo calado e sossegado
Nasceu um novo espaço um espaço agitado

poetra

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Votação

E bom caros leitores terminou a votação para o melhor texto do Blog




E a mais votáda é "Florbela Espanca"

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Adiamento

andrericardoaguiar.blog.uol.com.br

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...

Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á, ´
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Lista de provérbios

www.omundofazdeconta.pt/.../9789723608533.jpg





  • A


  • Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

  • B


  • Burro velho não aprende línguas.
  • C


  • Cão que ladra não morde.

  • D
Deus dá nozes a quem não tem dentes.

  • E

  • Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.

  • F


  • Formosura, pouco dura.

  • G

  • Gato escaldado, de água fria tem medo.

  • H

  • Haja fartura que a fome nínguem a atura.

  • I

  • Imita a formiga, e viverás sem fadiga.
J

Janeiro fora, uma hora e quem bem contar Hora e meia lhe hà de achar.


  • K

  • Quem tem kapa sempre escapa.

  • L

  • Lágrimas de herdeiros, sorrisos sorrateiros.

  • M
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto.

  • N

  • Não desejes mal a ninguém, que o teu mal pelo caminho vem.

  • O

  • Os males dos nossos avós, fazem-no eles e pagamo-los nós.

  • P


  • Palavras, leva-as o vento.

  • Q
Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães


  • R

  • Roma e Pavia não se fizeram num dia.


  • S



  • Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.

  • T


  • Tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta.

  • U

  • Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.

  • V

  • Vão os anéis mas fiquem os dedos.

  • X

  • Z

  • Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.












Oh que pena não sei nenhum com X será que tu sábes alguns, se souberes deixa-os nos comentários.




quinta-feira, 17 de abril de 2008

lista de provérbios


www.omundofazdeconta.pt/.../9789723608533.jpg

Bom, bom tenho uma nova proposta a fazermos caros leitores !
A minha proposta é de CRIARMOS UMA LISTA DE PROVÉRBIOS e que tal. Podem deixar os provérbios nos COMENTÁRIOS.

Podem ir de A a Z.

Ex:vinho que vaipara vinagre não retor-se o caminho só por obra de milagre voltará a ser vinho.


Bons povérbios administrador do blog

sexta-feira, 14 de março de 2008

um poema

http://1.bp.blogspot.com/_3Rsb7uJGAJg/R-F648yeXJI/AAAAAAAAAA4/hKMyHL90Iwk/s1600-h/rosi.bmp

um poema


Um poema
Uma flor
Um pássaro
Um açor.

Uma palavra
Um sentimento
Leve, muito leve
Tão leve como o vento.



poetra

o mar


mentepositiva.blogspot.com



O mar

O mar
Só mar
O mar
O só mar

O mar
O imenso mar
O mar
Só aquele imenso mar

O mar
O meu mar
O mar

Só aquele meu mar
poetra

Outono

http://4.bp.blogspot.com/_3Rsb7uJGAJg/R-F8GsyeXLI/AAAAAAAAABI/Aaud1D2Y794/s1600-h/outono.bmp
Outono

Vestido de ouro
De vermelho
De laranja
Cores quentinhas

Tempo de frio
Das primeiras chuvinhas
Tempo de romã
E de pinha

Já é tempo de acender a lareira
Fechar a porta e a janela
E pôr cachecol para ir para a escolinha .




poetra

Florbela Espanca


alldreamsdocometrue.blogspot.com

Eu quero amar, amar perdidamente !
Amar só por amar: Aqui ... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente ...
Amar ! Amar! E não amar ninguém !
(...)
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

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Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e Alem Dor!
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É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
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É ter fome, é ter sede de Infinito!
............................
É condensar o mundo num só grito!
............................

quarta-feira, 12 de março de 2008

No Banco


marciamonteiro86.blogspot.com

Isto só visto!

Depois de uma fila interminável e mais de meia hora à espera finalmente nasce uma pequena e minúscula hipótese de sermos atendidos por aquela máquina odiável. Finalmente chega a minha vez, e prontos aparece lá uma pequena frase que se lê: «sem dinheiro, por favor dirija-se ao balcão por favor.»
E lá se foi a minha esperança de levantar uns míseros 50€ para comprar aquele vestido roxo lindo que está naquela montra.
E depois volto para casa desgostosa capaz de esmagar o gerente do banco.


poetra

ABC sem juízo


tipografos.net




A com e sem h
B de bola que rebola
C cotovia que assobia
D dado falhado
E de Edmundo que vai ao fundo
F de Fernando umas vezes a pé outras vezes andando
G de gato que usa sapato
H de hora vamos embora
I inteligente não é para toda a gente
J de João o papão
L de lagarto enfiado num quarto
M de mão lavada com sabão
N de nabiça dura como cortiça
O de copo que som, tem o com som de o, ó com som de u, ora o ora u
P de piano que deita o som pelo cano
Q Quintino que fez o pino
R de rato que roeu o sapato
S de Simão que joga a bola com a mão
T de televisão que é uma confusão
U de urticária que é malária
V de vaso que foi comprado ao acaso
X de xaile que tem a etiqueta escrita em brail
Z de zorro que põe o gorro


poetra

textos.com

Deixem os vossos textos aqui nos comentarios.

administrador do blog

«nacionalista místico».

rafaelthomaz.wordpress.com


Nasceu Fernando António Nogueira Pessoa em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1888, filho de Maria Madalena Pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa.






A juventude é passada em Lisboa, alegremente, até à morte do pai em 1893 e do irmão Jorge no ano seguinte. Estes acontecimentos, em conjunto com o facto de sua mãe ter conhecido o cônsul de Portugal em Durban, levam-no a viajar para a África do Sul. Aí vive entre 1896 e 1905. À vivência nesse país pode atribuir-se uma influência decisiva ao nível cultural e intelectual, pondo-o em contacto com os grandes autores de língua inglesa. O Regresso a Portugal, com 17 anos, é feito com o intuito de frequentar o curso de Letras. Mas com o fracasso do curso , governa-se apenas com o seu grande conhecimento da língua inglesa, trabalhando com diversos escritórios em Lisboa em assuntos de correspondência comercial iglesa.



Ficou sobretudo conhecido como grande prosador do modernismo (ou futurismo) em Portugal. Expressando-se tanto com o seu próprio nome, como através dos seus heterónimos. Entre estes ficaram famosos três: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Sendo que as suas participações literárias se espalhavam por inúmeras publicações, das quais se destacam: Athena, Presença, Orpheu, Centauro, Portugal Futurista, Contemporânea, Exílio, A Águia, Gládio. Estas colaborações eram tanto em prosa como em verso.






Os últimos anos são vividos em angústia. Os seus projectos intelectuais não se realizam plenamente, nem sequer parcialmente. Talvez os seus objectivos fossem à partida demasiado elevados... Certo é que esta falta de resultados concretos o deita a um desespero cada vez mais profundo.






Foi um profeta que esperava a realização da sua profecia, mas que morreu sem ver sequer o principio da sua realização. Fernando Pessoa morre a 30 de Novembro de 1935, de uma grave crise hepática induzida por anos de consumo de álcool, no hospital de S. Luís. Uma pequena procissão funerária levou o corpo a enterrar no Cemitério dos Prazeres. Em 1988, por ocasião do centenário do seu nascimento, os seus restos mortais foram transladados para o Mosteiro dos Jerónimos em Belém. Em vida apenas publicou um livro em Português: o poema épico Mensagem, deixando um vasto espólio que ainda hoje não foi completamente analisado e publicado.